“Por tudo isso, estabelecer uma produção que respeite o original e ao mesmo tempo o represente de maneira viva e significativa para nossa cultura é um enorme desafio, vencido pelo diretor André-Heller Lopes e sua equipe, em uma Valquíria brasileira e, ao mesmo tempo, universal”.

O Estado de S. Paulo, 2011 sobre Die Walküre, Theatro Municipal de São Paulo

André Heller-Lopes é dono de uma trajetória ímpar no Brasil. Ganhou três vezes o prêmio Carlos Gomes de Melhor Diretor Cênico. Doutor pelo Department of Portuguese and Brazilian Studies do Kings College de Londres, é professor do Departamento Vocal da Escola de Música da UFRJ. Especializou-se na San Francisco Ópera nos EUA e na Royal Ópera House, Covent Garden, de Londres. Coordenador de Ópera da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 2003 e 2008, comandou o Programa de Jovens Intérpretes do Theatro Nacional de São Carlos, em Lisboa por duas temporadas. Recentemente foi convidado pela Orquestra Sinfônica Brasileira para assumir o cargo de Coordenador de Elencos das óperas de sua Temporada 2013.


Especializado em ópera, o carioca André Heller-Lopes vem colhendo elogios de crítica e público, destacando-se espetáculos como Diário do Desaparecido e Savitri, no CCBB-SP e DF, Ariadne auf Naxos (Strauss) ou as aclamdas montagens de A Valquíria e Crepúsculo dos Deuses (Wagner) no Theatro Municipal de São Paulo, Tosca (Puccini), no Kleinesfestpielhaus, em Salzburgo (trabalho foi descrito como um “retumbante sucesso”), ou Nabucco (TMRJ) e Anjo Negro (EAV Parque Lage), no Rio de Janeiro. Seu Tristão e Isolda (Wagner), em Manaus, foi definido como "um padrão de qualidade operístico inédito em nosso país" (O Estado de São Paulo).

Dirigiu uma grande variedade de óperas, no Brasil, Áustria, Inglaterra e Portugal: Samson et Dalila (Saint-Saëns), Andrea Chenier (Giordano), La Fille du Régiment (Donizetti), Die Walküre (Wagner), Idomeneo (Mozart), Cavalleria Rusticana (Mascagni), A Ópera dos 3 Vinténs (Brecht), Mozart & Salieri (Rimsky-Korsakov), Der Schauspieldirektor (Mozart), Falstaff (Verdi), Der Rosenkavalier (Strauss) e Der Zwerg (Zemlinsky). André-Heller ainda idealizou a criação de novas óperas brasileiras, como Caixeiro da Taverna, Domitila e Anjo Negro. Trabalhou nos Estados Unidos, na San Francisco Opera e Metropolitan Opera; em Londres, na Royal Opera House; e em Portugal, no Teatro Nacional de São Carlos. Ao longo de duas temporadas no Covent Garden (Londres), encenou O Imperador de Atlantis (Ullmann) e o Diário do Desaparecido (Janácek), além de ter trabalhado na direção de 15 óperas, ao lado de diretores como Copley, K. Warner, Miller, Martone e Armfield. Dirigiu O Barbeiro de Sevilha (Rossini), no Iford Arts Summer Festival, em Londres, e Yerma (Villa-Lobos), em Berlim, Lisboa e Paris. No Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa), produziu Dido & Aneas (Purcell), Trouble in Tahiti (Bernstein), L’Occasione fa Il ladro (Rossini) e Hansel & Gretel (Humperdinck). Mais recentemente, André Heller-Lopes fez a sua estréia na Argentina, com Rigoletto (Verdi), na Buenos Aires Lírica.

Ganhador do prêmio internacional Britten 100Awards, André Heller-Lopes dirigirá em 2013 a estreia brasileira de A Midsummer's Night Dream (Rio de Janeiro e São Paulo) e Jenufa em Buenos Aires.